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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010

B.I. DAS LIBELINHAS

Figura 1 A Libelinha - imperador Anax imperator (Leach, 1815) – subordem Anisoptera - com a típica coloração verde das fêmeas jovens desta espécie. Fotografia de Tamara van Krieken.

 

Nome comum: Libelinhas, Libélulas, Cavalinhos-do-diabo, Cavalinhos-de-ferro, Helicópteros, Corta-água, Lavadeiras, Tira-olhos, Donzelinhas, Lepidópteros, Odonatos.

 

Classificação científica:  Ordem Odonata (Fabricius, 1793). A Ordem é um nível de classificação científica de seres vivos, que agrupa várias Famílias de Espécies com semelhanças morfológicas e funcionais.

 

Grau de parentesco: Todos os Odonata pertencem à classe dos Insectos – Insecta - do Filo Arthropoda – animais invertebrados, com o corpo segmentado, revestido por um exosqueleto de um derivado da glucose denominado por quitina, e com patas articuladas. Muito provavelmente, é a mais bem sucedida classe de organismos vivos do planeta Terra, com mais de 1 milhão de espécies descritas e talvez com cerca de 1 milhão de espécies por identificar e descrever. Os Odonata são mais de 5500 espécies diferentes com o corpo alongado e divido em três segmentos – tagmata – cabeça, tórax e abdómen. Possuem 3 pares de patas e, quando alados, 2 pares de asas. A palavra Odonata tem origem no grego Odontos, que significa dente, pois as libelinhas possuem fortes mandíbulas.

 

Nome de Família: Os Odonata apresentam 3 subordens; Anisoptera, Zygoptera e Anisozygoptera. A subordem Anisoptera inclui as libélulas – odontes com asas transparentes, que permanecem na mesma posição quer em vôo ou em repouso, e em que o par de asas dianteiro é mais estreito do que o par de asas traseiro. Os olhos das libélulas são multifacetados e encontram-se quase unidos (Figura 1).

 

A subordem Zygoptera inclui as donzelinhas – odontes que, geralmente, quando em repouso colocam as asas sob o dorso. As asas destes odontes, dianteiras e traseiras, possuem praticamente as mesmas dimensões. Os olhos das donzelinhas encontram-se bem separados (Figura 2).

 

A subordem Anisozygoptera inclui as libelinhas primitivas. Actualmente esta classificação sistemática foi reestruturada, unindo as Anisoptera e Anisozygoptera numa subordem só, designada por Epiprocta.

 

 

Figura 2 A Donzelinha-azul Calopteryx virgo (Linnaeus, 1758) – subordem Zygoptera - com a típica coloração azul dos machos desta espécie. Fotografia de Patrick Dubois

 

 

Porte: As libélulas e donzelinhas apresentam um leque variado de dimensões, tanto no comprimento do corpo como de envergadura das asas, que em algumas espécies chega a ser superior ao comprimento do corpo. A libelinha-imperador (Figura 1) chega aos cerca de 8 cm de comprimento do corpo, e mais de 10 cm de envergadura. Já a donzelinha-azul (Figura 2) apresenta dimensões um pouco mais modestas, com cerca de 4 cm de comprimento do corpo e cerca de 6 cm de envergadura.

 

Actualmente, a maior das libelinhas existentes é a donzelinha-helicóptero, Megaloprepus caerulatus (Drury, 1782), pois os adultos desta espécie que habita as florestas tropicais da América do Sul e América Central, possuem mais de 19 cm de envergadura (Figura 3). Mas também existem libelinhas adultas muito pequenas, tal como a Agriocnemis nana (Laidlaw, 1914) com menos de 2 cm de comprimento e de envergadura.

 

 

Figura 3 A Donzelinha-helicóptero Megaloprepus caerulatus (Drury, 1782).  

 

Mas o recorde pertence a um género de libelinhas que viveu aproximadamente à 300 milhões de anos atrás -75 cm de envergadura - eram as Meganeura, entretanto já extintas, e que foram dos primeiros insectos com capacidade de voar (Figura 4). Conheceram o seu auge durante o período Carbónico, era Paleozóica, que ficou marcado pelo grande desenvolvimento de florestas de pteridófitas, como fetos e samambaias, e de cicadáceas – falsas palmeiras. Existem algumas teorias e hipóteses que tentam explicar o gigantismo dos seres vivos deste período, mas geralmente é aceite a teoria da disponibilidade de oxigénio – que nessa altura - seria superior à de hoje em dia.

 

 

Figura 4 A libelinha Meganeura do período Carbonífero, já extinta e que tinham mais de 75 cm de envergadura. Ilustração de Zdenek Burian

 

Morada: O meio aquático dulciaquícola é o eleito pelas libelinhas, em toda a expressão do seus variados habitats: rios de regime lótico, rios de regime lêntico, lagos, pântanos, riachos, pegos, remansos, charcos e charcas, canais, e por vezes, para algumas espécies, até em estuários. Factores como a temperatura, a disponibilidade de oxigénio e integridade do habitat natural condicionam a distribuição das variadas espécies de libelinhas.

 

Género: As libelinhas possuem um nome feminino, mas existem machos e fêmeas das diferentes espécies. Por vezes, macho e fêmea da mesma espécie podem apresentar cores diferentes, e geralmente, os machos são de menores dimensões e desenvolvem-se mais rapidamente do que as fêmeas.

 

Filiação e Nascimento: Os machos das Odonata – libelinhas – são frequentemente territoriais, especialmente durante a época de reprodução, tornando-se muito agressivos para com machos da mesma espécie. Desta forma, asseguram que no seu território “Menino não entra”, aumentando as hipóteses de encontrar uma fêmea. Após o acasalamento, a fêmea deposita os ovos, um por um – oviposição - em água de pouca profundidade e com vegetação emergente e flutuante. O tempo de eclosão dos ovos pode variar de alguns meses em climas temperados, para apenas 5 dias em climas tropicais.

 

Dos ovos saem ninfas, jovens larvas que pouco se assemelham às libelinhas adultas. Ainda não possuem asas funcionais, o corpo é robusto e largo, a coloração é muito discreta em tons de verde, castanho e cinzento, e possuem mandíbulas extensíveis. São aquáticas, e como tal são predadoras de outros insectos que se podem encontrar na água, e que são nocivos para o Homem, tal como larvas de alguns mosquitos. Também podem alimentar-se de girinos e de larvas de peixe. O estado de ninfa pode durar de 2 meses para as espécies tropicais, até 6 anos para as espécies árcticas. As ninfas de libélula, caminham sobre o fundo dos rios e lagos, em busca de presas. As ninfas de donzelinha movem-se de forma diferente, propulsionando o corpo dando à cauda (abdómen) de um lado para o outro. Enquanto buscam alimento, podem optar preferencialmente pela estratégia de emboscada: ao avistar a presa permanecem imóveis deixando que esta se aproxime, atacando-a rapidamente fazendo uso das mandíbulas extensíveis.

 

 

Nacionalidade: As Odonata – libelinhas - podem ser encontradas em todos os continentes, excepto na Antárctida. A maior diversidade de espécies de Odonata pode ser encontrada nos trópicos.     

 

 

 

Figura 5 A ninfa – ou naíde – de uma libelinha com as mandíbulas extensíveis bem visíveis. Fotografia de Michelle Mahood.

 

As ninfas passam entre 12 a 15 estados de desenvolvimento sucessivos, identificados pelas mudas (ecdise), isto é, quando soltam o exosqueleto quitinoso antigo, também chamado exúvia – em comparação – é como se as ninfas despissem uma roupa velha (exosqueleto quitinoso solto) para mostrarem uma roupa nova e mais bonita (exosqueleto quitinoso novo).

 

A cada estado de desenvolvimento, as ninfas transformam-se um pouco: ora é um padrão diferente, uma forma das futuras asas mais elaborada ou uma coloração nova, e a cada muda ficam mais próximas da aparência das libelinhas adultas. Até que antes da última ecdise, as ninfas trepam pelos caules das plantas aquáticas até ficarem fora de água. Umas ao anoitecer e outras só ao amanhecer, libertam-se da última muda, mostrando pela primeira vez as asas completas. A ninfa tornou-se um adulto alado, uma libelinha adulta, e deixará enxugar as asas ao sol antes do baptismo do ar, o primeiro de muitos voos.

 

Continuará a alimentar-se de outros invertebrados, como efémeras, e a viver na proximidade de cursos de água doce.

 

Nota máxima: As libelinhas poderiam ter o título Mestres na arte de voar. As asas das libelinhas estão ligadas a fortes músculos na sua base e são muito irrigadas. As libelinhas em voo podem descrever círculos e voltas, tanto verticais quanto horizontais, e outras manobras, voar para a frente, voar para trás, para cima ou para baixo, para os lados, e ainda planar. Cada uma das asas das libelinhas pode movimentar-se de forma independente, ou em pares dessincronizados – em que as asas traseiras inclinam mais 90º do que as dianteiras, ou movendo alternadamente as asas dianteiras e traseiras a 180º – e ainda em pares sincronizados – movendo os 2 pares de asas em movimentos iguais e simultâneos.

 

Possuem, aliado aos movimentos de voo, uma grande velocidade tanto de “descolagem” e também boa capacidade de aceleração já em voo (algumas libelinhas atingem os cerca de 58 km/h), tudo isto batendo as asas 30 vezes por segundo. São além do referido, voadores muito resistentes, já que algumas espécies de libelinhas são migradoras, e percorrem centenas de quilómetros, atravessando países, continentes e oceanos, podendo alcançar grandes altitudes em voo.

 

Antes de iniciar o voo, as libelinhas aquecem os músculos ao sol e só depois descolam. Voar gasta imensa energia e produz calor, e por isso as libelinhas tomam alguns cuidados para não aquecerem demasiado. A temperatura do tórax destes insectos é a mais importante para manterem a temperatura corporal sob controlo, pois se aquecerem demasiado, aos cerca de 48ºC, podem morrer.

 

Alguns machos não defendem o território de acasalamento, preferindo voar grande parte do tempo. Como será que fazem para arrefecer os seus músculos de voo? Os invertebrados possuem um fluido corporal, designado por hemolinfa, que tem a mesma função do sangue. O que estes machos fazem é direccionar a hemolinfa quente do tórax para o abdómen mais frio, ajudando a arrefecer os músculos torácicos de voo.  

 

As libelinhas que defendem territórios de acasalamento, passam muito tempo pousadas e também podem aquecer demasiado em dias de muito calor, optando então por uma posição muito especial, conhecida por posição de obelisco. Nesta posição, as libelinhas aparentam estar a fazer o pino. Agarradas a um ramo com as patas, erguem o abdómen bem alto, evitando a incidência solar directa sobre o corpo.

 

Idade: Podem viver até cerca de 6 anos como ninfas, e aproximadamente 6 meses já no estado adulto. Muitas libelinhas e ninfas não sobrevivem devido à predação, mas as ameaças de origem antropogénica desempenham um papel importante no declínio de várias espécies de libelinhas um pouco por todo o mundo. As principais ameaças estão relacionadas com a destruição do habitat natural, como por exemplo: a poluição do meio aquático com esgotos domésticos, resíduos industriais, fertilizantes químicos e pesticidas; a drenagem excessiva de cursos de água e a destruição da vegetação ripícola, entre outros.

 

Crenças: Em Portugal, as libelinhas possuem nomes como tira-olhos, mas é importante referir que as libelinhas não picam. Antigamente, cerca do séc. XV, um pouco por toda a Europa acreditava-se que as libelinhas estavam relacionadas com o Diabo, por exemplo, em Itália, dizia-se que tinham sido enviadas pelo Diabo para atormentar o Homem. Um dos nomes dados às libelinhas em Portugal, é precisamente, cavalinho-do-diabo, o que leva a crer que Portugal não escapou a esta crença. Talvez um pouco de História de Portugal traga alguma luz sobre o nome “cavalinho-do-diabo”.

 

Atendendo ao séc. XV, em Portugal tinha sido iniciada – de acordo com alguns autores, em 1497 – a Santa Inquisição, após a devastação do tifo epidémico que grassou o país de 1490 a 1496, a princípio. Durante este período da história, a ciência foi alvo de desconfiança e de censura, e muitos fenómenos naturais teriam ainda de esperar muitos anos por uma explicação científica. Pragas e doenças eram justificadas frequentemente com recurso à religião e à superstição. Mas algumas pragas de insectos eram mencionadas na Bíblia, como os mosquitos, gafanhotos e outros, estando esses animais associados ao castigo divino e às forças do mal. Em Portugal também havia pragas de mosquitos, como mencionado, por exemplo, na história do Torrão e de S. Fausto.

 

As libelinhas e as ninfas são predadores naturais de mosquitos em todas a suas fases de desenvolvimento. As ninfas predam as fases larvares de mosquitos no meio aquático, e as libelinhas adultas caçam-nos em grandes quantidades em pleno voo. Mas no séc. XV e afins ainda não se conhecia este facto.

 

Só resta colocar a hipótese sob a perspectiva de uma pessoa dessa época, que vendo um enxame de mosquitos acompanhado de velozes libelinhas em voo, pudesse ter também associado a libelinha - rápida como um cavalo a galope - ao Diabo, tal como os mosquitos que o eram.

 

Arte: A Arte Nova – Art Nouveau – ficou para sempre associada às belas formas criadas por vários artistas, e inspiradas na natureza. Nas obras de René Lalique, mestre vidraceiro e joalheiro, as formas naturais e orgânicas estão bem presentes, carregadas de simbologia, e as libelinhas poderiam ter sido as suas musas inspiradoras.

 

 

Simbologia: A simbologia das libelinhas difere entre as culturas ocidentais e orientais, como pólo negativo e positivo. Sob a perspectiva ocidental assumiu conotações negativas, estando frequentemente associada ao Diabo. Na Noruega e em Portugal chamam-lhes “Tira-olhos”, e no País-de-Gales são as “Serviçais da víbora” estando associadas à serpente. Mas as ninfas suportam a memória da simbologia Celta, sendo espíritos da água doce, metade mulher e metade serpente ou peixe, como no conto popular Melusine, que habitam rios e nascentes sagradas. Os povos germânicos chamavam-lhes Nyx, e representavam-nas metade mulher e metade dragão, guardiãs do anel dos Nibelungos. A representação germânica faz jus ao nome das libelinhas em inglês – dragonfly – voo do dragão. No oriente, onde os dragões simbolizam forças de grande bem, também as libelinhas simbolizam a vitória nas batalhas, a coragem, a força e a felicidade. É comum por todo o mundo, associar as libelinhas a águas puras e à força renovadora da natureza.

 

Ana Caramujo Marcelino Canas

Bióloga Marinha do Fluviário de Mora

 

Fluviário de Mora

Educação – Falas do Rio

Joaninha Duarte

Medrar na Ribeira Raia

 

Adaptado de:

A colecção BILHETES DE IDENTIDADE, de acordo com ideia original da Prof.ª Doutora Ana Paula Guimarães. 

 

O conceito dos BI’s dos Animais foi-me apresentado pela Mestre Joaninha Duarte, a quem agradeço muito, devo a amizade e com quem partilho muitos momentos felizes. 

                                                                                  Ana       

 

Bibliografia consultada:

 

Forey, Pamela; Forey, Peter. 1995. Vida animal nos rios e nos lagos. Pequenos Guias da Natureza. Plátano, Edições Técnicas. 1ª edição. Lisboa. 125p.

 

Sites consultados:

http://aslibelulasdeportugal.blogspot.com/2009/01/odonata-as-espcies-de-portugal.html 

http://odonata.eu/

http://www.endangeredspecieshandbook.org/aquatic.php

http://animaldiversity.ummz.umich.edu/site/accounts/information/Zygoptera.html

Naturalis

http://www.earthlife.net/insects/odonata.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Meganeura

http://www.chevroncars.com/learn/wondrous-world/dragonfly-facts

http://www.odonatacentral.org/

http://www.discoverlife.org/20/q?search=Odonata

http://tolweb.org/notes/?note_id=2471

http://www.ufv.br/dbg/paulo/Ritmo.html

http://sol.sapo.pt/blogs/olindagil/archive/2008/11/01/A-SANTA-INQUISI_C700C300_O.aspx

http://www.spmi.pt/revista/vol15/vol15_n3_2008_214_230.pdf

http://clientes.netvisao.pt/josant16/historia_do_torrao.htm

http://www.google.pt/url?sa=t&source=web&ct=res&cd=2&ved=0CAgQFjAB&url=http%3A%2F%2Fwww.eb1-torrao-n1.rcts.pt%2Fh_torrao.doc&rct=j&q=Torrao+povo+que+quando+havia+pragas+de+mosquitos%2C&ei=cFS-S4dHwdz5BqG51dQI&usg=AFQjCNG1SNQWCTYLPUuq2gLd_KR_nCyviA

http://www.ceha-madeira.net/islas/html/body_islas2.htm

http://books.google.pt/books?id=T3FEKopUFkUC&pg=PA230&lpg=PA230&dq=dragonfly+animal+records&source=bl&ots=7A4fYu0_NC&sig=zBlMZR8JYv5AnDpqQWO1Os0oM9g&hl=pt-PT&ei=6ne-S8bLJIuI0wSusaGjCQ&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CAYQ6AEwAA#v=onepage&q&f=false

 

 

Figuras:

 

Figura 1 – in http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Anax_imperator_female_jeta_fotografie.jpg

Figura 2 – in http://moineaudeparis.com/insectes/odonates/calopteryx-virgo/index.html

Figura 3 – in http://www.odonatacentral.org/uploads/categorized/2254

Figura 4 – in http://goldenagecomicbookstories.blogspot.com/2008/10/zdenek-burian-1905-1981-influenced-by.html

Figura 5 - In http://www.pbase.com/michellemahood/image/38933768

 

Figuras de René Lalique in http://rlalique.com/blog/?paged=5

                                         http://www.johncoulthart.com/feuilleton/wp-content/uploads/2007/12/lalique2.jpg

                                         http://lettersfortomorrowtd1.files.wordpress.com/2008/03/rene-lalique-dragonfly.jpg

 

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publicado por verdinho_naturezabrincalhona às 14:51
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